26.11.06
Lopes
26.10.06
Unindo o útil ao agradável...
Certa vez, numa noite muito escura, enquanto refletia fraco e cansado
Sobre um grande e curioso volume de folclore contábil,
Buscando saídas (inescrupulosas) para aproveitar alguma nova brecha fiscal,
De repente escutei alguém bater a minha porta, a nada mais.
De repente senti um calafrio, e senti o caixa tilintar,
Enquanto entrava um aterrorizante banqueiro a quem jamais vira,
Seu rosto era verde como o dinheiro e em seus olhos podia-se ver
Cifrões que brilhavam enquanto ele anotava.
“Fluxo de caixa” disse o banqueiro, e nada mais.
Eu sempre pensava que era bom ter um lucro positivo,
Mas o banqueiro disse com voz ressoante: “Não.
Suas contas a receber são elevadas, crescendo cada vez mais em direção ao céu;
Suas perdas crescem. O que importa é o fluxo de caixa.”
Ele repetiu: “Cuidado com o fluxo de caixa.”
Então tentei contar a história do maravilhoso estoque,
O qual, embora grande, está repleto dos melhores produtos.
Mas, o banqueiro viu seu crescimento, e com uma voz poderosa
Sacudiu seus braços e gritou: “Pare! Chega! Pague os juros e não me embrome.”
A seguir, olhei para o itens não monetários que podiam somar ad infinutum
Para compensar o caixa que não parava de sair,
Mas, para manter meu demonstrativo no azul, tinha contido a depreciação,
E meu banqueiro disse que tinha agido mal,
Tremeu e seus dentes começaram a ranger:
Quando lhe pedi um empréstimo, ele respondeu, com um gemido,
Que a taxa de juros seria a prime mais oito
E para assegurar minha integridade, ele insistira em garantias –
Todos os meus ativos até meu último fio de cabelo
Apenas isso, uma taxa-padrão.
Embora meu resultado esteja no azul, estou completamente prostado,
Meu caixa indo embora e meus clientes pagando lentamente;
O crescimento de minhas contas a receber é quase inacreditável:
O resultado é certo – problemas insolúveis!
E continuo a ouvir o banqueiro repetir baixinho:
“Cuidado com o fluxo de caixa”
Herbert S. Bailey Jr.
Publisher Weekly, 13/jan/1975
Paródia do poema O Corvo de Edgar Allan Poe
> Eu acho que to estudando demais Contabilidade e lendo Allan Poe demais nas horas vagas...
10.10.06
My Sacrifice
:(
"When you are with me
I'm free
I'm careless
I believe
Above all the others we'll fly
this brings tears to my eyes
My sacrifice"
14.9.06
Medo: defesa ou fraqueza?

No dia-a-dia temos medos variados. Medo de animais, de altura, de água, de injeção, de não correspondermos às expectativas dos outros, de errarmos, de magoarmos pessoas de quem gostamos....
Enfim medos não nos faltam.
O que nos falta é coragem!
Coragem às vezes de viver, às vezes de reconhecer erros, às vezes de lutar pelo que queremos. Por vezes coragem de enfrentar nossos medos.
Quem já leu Duna, de Frank Herbert, deve conhecer a Litania contra o medo da Corporação Bene Gesserit, que diz mais ou menos o seguinte:
"Eu não temerei o medo.
O medo é o assassino da mente.
Medo é a morte pequena que traz a obliteração.
Enfrentarei meu medo.
Não permitirei que ele passe sobre mim ou através de mim.
E, quando ele se for, voltarei minha visão interna para olhar sua trilha.
Por onde o medo passou nada restou.
Apenas eu permaneço."
Na saga o medo é tratado como algo extremamente ruim, uma fraqueza a ser vencida. Mas será que é mesmo? E até que ponto o medo é um mecanismo de defesa?
Não sei se faz sentido, mas o que mais temo é o meu próprio medo.
Talvez por isso seja tachada de irresponsável...
Ouvindo Evanescence -Whisper (ao vivo)
11.9.06
Sonoridade

No trabalho a minha melhor maneira de render é colocar um fone de ouvido, boa música no player e vamos que vamos...
Mas ultimamente tenho descoberto que os sons da natureza são tão encantadores, ou até mais que uma simples música.
Por três vezes tive a oportunidade de ouvir pássaros esse fim de semana.
A primeira vez foi um bem-te-vi na janela do meu banheiro.
A segunda foram pardais no casamento de um amigo, no meio da Igreja.
A terceira, e mais marcante, foi numa tarde de domingo, debaixo de uma árvore, a beira do lago, ao lado de uma pessoa que a cada dia me prova que as melhores coisas da vida são as mais simples. Uma pessoa que tem me mostrado o quanto é bom estar com alguém. Alguém que levou o silêncio embora e tem me feito ouvir a vida de uma forma toda especial.
3.9.06
Aceite-se!
Vi Brasília repleta de referências à moda, a corpos esguios e magros.
E por que magro? Por que alguém em algum momento disse que o magro era padrão. E se fosse o contrário? Bom, eu não sei, mas uma coisa eu digo: provavelmente eu estaria no circuito internacional da moda rsrs
A mídia (tá eu admito, não gosto dela) propõe um culto ao corpo que cada vez mais meninas se enveredam pelo caminho da bulimia e/ou anorexia. Casos a serem relatados não faltam, entre famosas e anônimas.
Mas esse culto desenfreado causa outro tipo de desequilíbrio: a não aceitação de si mesmo. Você chegar ao cúmulo de não gostar de olhar num espelho por causa daquele pneuzinho ou daquela estria nova.
Essa situação é mais grave, a meu ver, entre as mulheres. É a idolatria da bunda no país do carnaval.
Pergunto às escravas da ditadura da moda: Vale a pena?
Tenha mais que 90 cm de quadril, menos que 1,70 de altura, pese mais que 55kg se assim desejar e seja feliz!!!
30.8.06
Sem lei - Sem regras - Sem ordem
Sem os heróis do seriado de TV da década de 80.
Adoro filme com muita velocidade, pancadaria e pouca reflexão. Miami Vice tinha tudo pra me agradar. Mas com 15 minutos de projeção eu já pensava "não era Miami Vice?". O tom sombrio que deram ao longa não lembrou nem de longe o seriado que eu tanto gostava na minha infância.
É um bom filme, mas não pode ser encarado como Miami vice- O Filme.
O Sonny está sofrível na pele de Colin Farrell que decepciona. Jamie Foxx arrebenta como Rico, já gostei dele em Collateral. Luis Tosar rouba a cena com seu intocável Arcángel de Jesus Montoya, ninguém duvida da sua periculosidade. A mocinha da vez, Gong Li, não é só beleza, mostra a que veio.
A fotografia está belíssima, o tom azulado das cenas noturnas causa um arrepio caustrofóbico. As cenas de pôr-do-sol a bordo de uma lancha em alto mar fazem valer o ingresso.
A trilha sonora chama mais atenção do que o próprio filme. Com direito a Moby, Nina Simone, Blue Foundation, Linkin Park e muito, mas muito Audioslave! Ao som de Shadow of the Sun o filme ganha novo fôlego.
Um dos maiores pecados é o esquecimento de algumas personagens no final do longa. Ficamos com aquele sentimento de "o que houve com ele?" "perdi alguma coisa?"
Se você é fã do velho e bom seriado e quer ir ao cinema matar a saudade, esqueça!
Agora se a proposta é apenas ver um filme sem maiores pretensões, bom filme!
27.8.06
Música com algo mais
Mas de vez em quando surge algo diferente e chama atenção.
O que se faz numa tarde ociosa de meio de semana? Zapear nos canais de TV, certo? O problema é que quando você não tem a disposição TV por assinatura isso torna-se quase um suicídio cerebral. Na tentativa de evitar o pior paro num canal de clipes. Depois de alguns minutos surge uma banda com um estilo diferente. Cabeludos, barbichas, instrumentos estranhos, biotipo bastante exótico...
Introdução mais melódica, mas com uma batida forte de guitarra. Começou bem. Timbre pouco comum guitarrista me faz parar de vez para assistir o clipe com atenção completa.
Descubro que a banda chama-se System of a Down.
Internet pra que te quero, lá vamos nós. Paixão à primeira vista!
O grupo é formado pelos libaneses Serj Tankian (vocais e teclados) e John Dolmayan (bateria), o americano Daron Malakian (guitarra, vocais) e o armênio Shavo Odadjian (baixo). como esperado as críticas políticas e sociais são contundentes. Afinal música não é só entretenimento!!!
O System of a Down usa uma grande variedade de instrumentos, incluindo guitarra barítona, mandolins elétricos, cítaras, violões de 12 cordas e vários outros instrumentos asiáticos. Suas principais influências são as bandas mais antigas de rock alternativo, mas eles também foram influenciados pelo heavy metal, punk rock, jazz, fusion, música folk da Armênia, rock, rock clássico, blues e industrial. Estão no 5° CD, Hypnotize, que já estreou no topo das paradas.
Pra quem gosta de metal, eu recomendo.
Hypnotize
"Why don't you ask the kids at Tiananmen Square*
22.8.06
Você é feliz?
18.8.06
A Nova Seleção
16.8.06
O problema é comigo?
Muito mais cômodo justificar minha falha, minha negligência, minha pura omissão como cidadã, dizendo que é culpa do sistema. Não somos educados para pensar, para refletir, para reagir. O que posso fazer sozinha? Não adiantaria absolutamente nada! Oras!
Essa passividade me impressiona.
Reagimos enlouquecedoramente a morte de 3 mil pessoas num ataque ao WTC num 11 de setembro, mas encaramos com a maior naturalidade 40 milhões morrerem de fome por ano no mundo.
Acompanhamos minuto a minuto os ataques de Israel contra o Líbano, mas mal damos conta do que acontece em São Paulo com o PCC no comando.
O julgamento de uma Suzane Von Richthofen se torna um verdadeiro Big Brother, por quê? Por que ela matou os pais? Ou por que ela é herdeira de uma família de classe alta?
Reagimos a fatos que temos informação suficiente para assimilar e julgar, correto? Aí mora o perigo. A que temos acesso, se não ao que eles decidem que teremos?
Ahh mas nada disso me interessa, nada disso me afeta diretamente, alguém diria. Ah não?
Quem sabe me dizer quais os acusados de estar envolvidos em mensalões, sanguessugas e afins? (Sem consultar listas em Internet heim? O grande povo que decide a eleição não tem acesso a isso ;))
Como mudar nosso País assim? Os formadores de opinião ficam omissos, as grandes massas vendadas. Enquanto isso, nossas crianças não têm escola, não têm comida a mesa, não tem um colo de mãe, nossos pais não têm emprego.
Alguém diria: Mas temos a oportunidade de mudar. Como? Votando!
Mas para isso temos que criar uma consciência política. Desculpem-me, mas utopia nunca levou ninguém a lugar algum.
O primeiro debate com os presidenciáveis já aconteceu. Alguém soube? Alguém assistiu?
Foi segunda, dia 14, na Band. Sem a presença do nosso Presidente-candidato, a fim de preservar a figura do Presidente, segundo disseram.
Hoje assisti ao filme Zuzu Angel (não recomendo, mal escrito, mal dirigido), que relata (ou tenta) a luta de uma mãe para sepultar o corpo do filho assassinado pela ditadura brasileira. A estória passa numa época em que o povo ia às ruas tentar fazer-se ouvir.
Tudo bem, tudo bem, não adiantou absolutamente nada. Mas a idéia, romantizada admito, que tenho é de não aceitação, repulsa, reação.
Hoje a minha sensação é de passividade, estupor, indiferença.
Observamos a história do Brasil acontecer sem tomar parte nela. Não faço o gênero "Teoria da Conspiração". Acredito muito mais que "colhemos o que plantamos". Por isso quero olhar com muito mais carinho para as minhas sementes.
Esses são devaneios que passam pela minha mente às 04:00h da manhã após uma noite completamente insone (de novo).
14.8.06
O Filho da Noiva
Adoro cinema, isso já é sabido.A novidade está em eu ver, rever e recomendar um filme romântico (!) Gostar de filmes de aventura, ação, fantasia, FC, com direito a muitas lutas, velocidade e tudo-o-mais pra mim é fácil. Mas essa minha predileção acaba por me impedir de conhecer, na maioria das vezes, obras como O Filho da Noiva. Felizmente a minha curiosidade me impeliu a arriscar com esse filme, já que ele havia sido citado num convite de casamento.
Casamento aqui está uma palavrinha que sempre achei que se encerrava em si mesmo. Afinal vejo exemplos todos os dias a minha volta casais que festejam uma união, como toda a vida se resumisse aquele fato e algum tempo depois... Naquele momento acham que fazem a melhor escolha, mas com a primeira dificuldade esquecem o "Fulano(a), você aceita fulana(o) como sua(eu) legítima(o) esposa(o) na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?".
Cheguei a ver outro dia no Programa do Jô, uma organizadora de casamentos que relatou que a cerimônia sofreu algumas alterações para se adaptar aos dias atuais. Assim, pasme, o celebrante não diz mais a famosa frase citada. Imagino que deva dizer algo como: "Fulano(a), você aceita fulana(o) como sua(eu) legítima(o) esposa(o) até quando der?"
Em um mundo onde se morre mais de fome do que em guerras, é de se esperar que quando valores se destorcem em vez de se reagir a isso, mudam-se costumes e regras comumente aceitas. Faz sentido não?
Mas há esperança!
Meus avós foram casados durante quase 70 anos! Eu disse setenta. E digo com toda a tranqüilidade que chegariam aos 80, 90, 100 anos de casamento se meu avô ainda estivesse conosco. Eles não foram felizes 100% do tempo, lógico que não. Enfrentaram dificuldades como todo mundo. A diferença é que enfrentaram juntos!
Em o Filho da Noiva (foto) direção e roteiro de Juan José Campanella, Rafael Belvedere (Ricardo Darín), um workholic quarentão, está em crise, pois assumiu muitas responsabilidades e não tem mais tempo para qualquer tipo de diversão. Boa parte de seu tempo é gasto no gerenciamento do restaurante fundado por seu pai Nino (Héctor Alterio), no qual até tem um relativo sucesso, mas sem nunca conseguir escapar da sombra de seu pai. Rafael raramente visita sua mãe, Norma (Norma Aleandro), que está perdendo a memória, pois ela sempre implica com suas acompanhantes. Sua ex-esposa o acusa de não dar a devida atenção à filha e ainda há Naty (Natalia Verbeke), atual namorada de Rafael, que sempre lhe exige atenção e comprometimento. Em meio a todas estas responsabilidades Rafael sofre um ataque cardíaco, que faz com que se encontre novamente com Juan Carlos (Eduardo Blanco), um amigo de infância, que o ajuda a reconstruir seu passado e ver o presente com outros olhos.
Para mim a grande magia do filme está no amor que Nino tem por Norma. Completamente desprendido, mais do que confirmado. A cena em que ele descreve, ao filho, o início do restaurante é emocionante. "A especialidade era ela"
Mais do que isso estrago a surpresa de quem não viu.
Moral da história: vejam o filme.
Quanto ao casamento? Prefiro os dos filmes.
Orelha Extensível??
A idéia aqui é falar sobre tudo (ou quase tudo, afinal a vida alheia não nos interessa, não é mesmo?) da maneira que parecer mais adequada.
Essa que vos fala já teve inúmeras inciativas com blogs, fotologs, etc mas que nunca deram certo. Ao menos não da maneira que sempre quis.
Eis aqui mais uma tentativa.
Alorromora!!

